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Segunda condicional

A segunda condicional fala de uma situação hipotética, imaginada, improvável: If mais passado, would mais base. If I won the lottery, I would travel. O would fica só na consequência, nunca depois do if. Com o verbo to be, o padrão é were para todas as pessoas: If I were you.

O português usa o imperfeito do subjuntivo depois de se: se eu ganhasse, se eu fosse, se ela tivesse. O inglês usa o passado simples nesse lugar: If I won, If I were, If she had. Um erro comum é levar o would também para o if: If I would win. O would fica só na outra metade. E atenção ao If I were, que soa estranho porque parece plural, mas é o padrão.

A primeira condicional falava do real, do provável. A segunda fala do hipotético, do imaginado, daquilo que provavelmente não vai acontecer. É a condicional do sonho e do conselho.

A estrutura tem duas metades. A do if fica no passado simples: If I won, If I had, If she came. A da consequência leva would mais a base: I would travel, I would help, she would study.

If I won the lottery, I would travel. (não vou ganhar, é sonho) If I had more money, I would buy a house.

A consequência pode ser negativa com would not, ou wouldn't na fala: If I were you, I would not take that job. A condição também pode ser negada: If I did not work here, I would live elsewhere.

O erro do português é o mesmo padrão da primeira condicional, um degrau acima. Em português, dizemos se eu ganhasse, e a tentação é levar o would também para o if e escrever If I would win. Errado. Depois do if, passado. O would mora só na consequência.

Um detalhe que assusta: com o verbo to be, a segunda condicional usa were para todas as pessoas, inclusive I, he, she, it. If I were you, if he were here. E If I were you é a fórmula de dar conselho: no seu lugar, eu faria assim.

Palavras novas de passagem: lottery (loteria), French (francês, a língua), guitar (violão), take a job (aceitar um emprego), elsewhere (em outro lugar).

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