Conteúdo › Gramática · Nível B1

Voz passiva: presente e passado

A voz passiva põe o foco em quem recebe a ação, não em quem faz. A forma é o verbo to be mais o particípio. No presente: is ou are mais particípio (English is spoken). No passado: was ou were mais particípio (The house was built). Quem faz, se aparece, vem depois de by.

A passiva existe nas duas línguas (foi construída, é falado), então a ideia não é nova. Dois pontos costumam pegar. Primeiro, o particípio: é was built, não was build; is spoken, não is speak. Segundo, o se impessoal do português (vendem-se casas, fala-se inglês) não tem tradução literal; ele vira voz passiva: houses are sold, English is spoken. O tempo e a concordância ficam em to be; o verbo principal fica no particípio.

A voz passiva serve quando o importante é o que aconteceu, não quem fez. Em vez de someone built the house, você diz the house was built, e o foco fica na casa.

A receita é sempre a mesma: o verbo to be mais o particípio do verbo principal. O que muda é o tempo do to be.

Presente: is ou are mais particípio. English is spoken here. The cars are made in Brazil. Passado: was ou were mais particípio. The house was built in 1990. The emails were sent.

O particípio é a mesma terceira forma que você já usa no present perfect: spoken, built, written, made, sent, done. O erro comum é usar a base ou o passado simples: was build e was wrote estão errados; é was built, was written.

Se você quiser dizer quem fez, use by: This book was written by her. Mas muitas vezes o agente nem aparece, e é justamente por isso que a passiva é útil.

Uma ponte para o português: o nosso se impessoal, como vendem-se casas ou fala-se inglês, não se traduz palavra por palavra. Ele vira passiva: houses are sold, English is spoken. Sempre que você pensar em vende-se, aluga-se, procura-se, pense na passiva do inglês.

Palavras novas de passagem: built (particípio de to build), bridge (ponte), to serve (servir).

Pratique de graça no inglesU →